
"Clica, por favor. Coloca uma folhinha na minha árvore..."
A tecnologia deveria vir para facilitar as tarefas do homem, de forma a lhe proporcionar mais tempo livre para suas atividades pessoais. Somente esqueceram de dizer que, junto com a automação de atividades, viria uma irrefreável despersonalização.
Ao mesmo tempo em que uma pessoa chega ao cúmulo de dizer que, em dado momento, é apenas a matrícula 12345-6 da faculdade tentando lograr êxito em sua aprovação, há também um lado irônico, e por vezes cruel, em todo este vazio digital.
Com o intuito de ajudar o planeta, a mesma pessoa que todos os dias esquece de lhe desejar "bom dia" vem, com a maior cara lavada do mundo, lhe pedir um clique para um site maluco que conta acessos para plantar árvores. Sem que você tenha de comprar a muda, cavar terra, nada. Ou seja: sua existência, por vezes, se resume a um simples clique. Uma cruel metáfora do pós-modernismo e de nossa sociedade, erigida sob os pilares do "efêmero" e do "descartável".
A tecnologia deveria vir para facilitar as tarefas do homem, de forma a lhe proporcionar mais tempo livre para suas atividades pessoais. Somente esqueceram de dizer que, junto com a automação de atividades, viria uma irrefreável despersonalização.
Ao mesmo tempo em que uma pessoa chega ao cúmulo de dizer que, em dado momento, é apenas a matrícula 12345-6 da faculdade tentando lograr êxito em sua aprovação, há também um lado irônico, e por vezes cruel, em todo este vazio digital.
Com o intuito de ajudar o planeta, a mesma pessoa que todos os dias esquece de lhe desejar "bom dia" vem, com a maior cara lavada do mundo, lhe pedir um clique para um site maluco que conta acessos para plantar árvores. Sem que você tenha de comprar a muda, cavar terra, nada. Ou seja: sua existência, por vezes, se resume a um simples clique. Uma cruel metáfora do pós-modernismo e de nossa sociedade, erigida sob os pilares do "efêmero" e do "descartável".
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