terça-feira, 25 de dezembro de 2007

Quem procura, acha...



Após tantos anos, finalmente poderei curtir o fim-de-ano com uma mínima sensação de independência. Mas, como dizem, "tudo tem o seu porém"...

Absolutamente sozinho para a passagem do Natal, não tive outra opção senão fazer minha própria ceia. O arroz-e-feijão estava pronto, além de uns nuggets (frios) e fritas (frias, murchas e sem gosto), então resolvi comprar alguma coisa para complementar a refeição. A idéia era uma pizza, mas, 9 da noite do dia 24, São Bernardo do Campo mais parecia uma cidade fantasma.

Como quem não tem cão (ou pizza no congelador) se vira com Doritos e um latão de cerveja, boas festas para todos!

domingo, 23 de dezembro de 2007

Outro ponto de vista


Após duas semanas de treinamento e mais duas semanas de agência, começo a desconfiar que Banco do Brasil, Miyamoto Musashi e Popomundo estão mais interligados do que se poderia supor.

Ao passo em que, no meu primeiro dia de agência, me perguntaram se eu não estava orgulhoso por trabalhar em uma grande empresa, secular inclusive, na última sexta-feira pude reparar que, enquanto quem está fora gostaria de entrar, quem está dentro almeja vôos mais altos, o que é altamente natural.

Como bem ensinou o ritmo quase letárgico do Popomundo, não é possível se tornar dominar com maestria toda uma profissão em questão de dias, e portanto não há motivo para ter uma pressa desmedida. Afinal, no fim das contas, é você contra você.

Contudo, ainda me surpreende a quantidade de pessoas que consideram mais importante os fins do que os meios. Afinal, certamente estas não puderam contemplar o seguinte diálogo (adaptado) entre Hozoin In-Ei e Miyamoto Musashi:
- Musashi: Está dizendo que estou preso a uma palavra? Será que estou apenas atrás da fama que ela representa?

- In-Ei: Sempre e sempre o eu! Só enxerga o seu eu. Apenas isso. Como você é pequeno.

- Musashi: Ser invencível... Só vou me preocupar com isso depois de me tornar invencível. Agora só quero chegar ao topo desta montanha. Eu só quero ver a paisagem lá de cima.
Afinal, quando se chega ao topo de uma montanha, é possível ver a que distância se está do chão, e quantas montanhas mais altas ainda existem para ser escaladas...

PS: Sim, não me importa em qual empresa estou trabalhando, é apenas um emprego, e quem define se isso é bom ou ruim é a própria pessoa.

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Duas léguas depois do fim da civilização

Após duas quase intermináveis semanas de treinamento na Avenida Paulista, finalmente iniciei meu serviço em Mauá, cidade conhecida no ABC por ter apenas cipós e índios. Eu poderia ter um destino diferente, já que uma moradora da cidade pediu para trocar de agência comigo, mas, como ainda não fiz seguro de vida, achei que o centro de Diadema não era lá grande coisa :P

Ainda pode ser muito cedo para decisões mais aprofundadas, mas já posso dizer que não me arrependo de ter trocado a Câmara por uma excursão diária para depois do fim do mundo. Não apenas por ter reencontrado gente da época do Ensino Médio e do técnico em administração, como também pela boa aceitação geral do pessoal, do correio interno de segunda, que tinha como notícia de capa a visita do cacique Raoni a uma agência nos cafundós, e pelo gato que ficou preso dentro do capô do carro de um dos funcionários o dia todo. Como já me disseram: "mundo pequeno..."

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

I Like Chopin de cu é...

Sim! o Bloco 7 reaberto! Tamo aí na atividade, no morro do dendê e dos lanches nadando na pimenta, regados com cerveja e cachaça de barril 24 horas por dia \o/
- Saudades daqui!
- Você que é o Fernando?
- Sou. Por quê?
- O criador da comunidade do Orkut?
- Não, sou só o atual proprietário, porque um dia a comunidade ficou sem dono.
- Que legal! Eu entro de vez em quando na comunidade!
E assim volta o boteco no qual cansei de gastar fichas para jogar Street Fighter de Rodoviária (aquele em que você apertava Start para trocar de personagem no meio da luta, entre outras manhas)...

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

A um salto da liberdade


Mas quem se arrisca a dar o primeiro passo? Bem-vindos ao cinza mundo dos adultos, em que aparências são mais importantes que o conteúdo...

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

O Bahia que gostaríamos de lembrar em 2007

Repórter anão com camisa do Barcelona durante Bahia X ABC.


Adeus Cerei-C. O time sobe, os corpos caem e nada será feito para reparar as perdas das famílias, lamentavelmente.

Tudo bem, não estava nos planos mesmo...

A foto da Futura Press é o retrato da mais absoluta falta de infra-estrutura do futebol brasileiro. Parte do anel superior da Fonte Nova simplesmente cedeu durante o empate sem gols entre Bahia e Vila Nova-GO, que marcou a volta do Bahia à Série B, e pelo menos oito pessoas morreram, das quais seis ainda no local. As fotos do ocorrido são assustadoras, dada a evidência do estado de ruínas em que se encontrava o estádio, que, não é exceção, mas sim regra no futebol nacional.

Enquanto começa o empurra-empurra entre autoridades e a espetacular revelação de que a Fonte Nova não estava nos planos para a realização da Copa-2014, ou mesmo o fato de alguém ter se lembrado que o estudo do Sinaenco, revelado no início do mês, apontava, dentre os 29 principais estádios brasileiros, como sendo a Fonte Nova a estar em situação mais precária (mas pontualmente omitem que todos os estádios foram reprovados no mesmo estudo), poucos mantém a dignidade do veterano técnico Arthurzinho: "O acidente ofuscou a festa".

Mas não tem problema, o Bahia subiu, a Copa será no Brasil e este será apenas mais um pretexto para obras superfaturadas que construirão estádios faraônicos belíssimos, mas com sérios problemas estruturais, exatamente como os seus antecessores. E a Fonte Nova? Ganhou mais um duto de respiração. Quem sabe um dia não vira ponto turístico, tal qual o Coliseu de Roma...

domingo, 25 de novembro de 2007

Chan e o espelho do Capitão Nascimento


Após uma semana longe dos teclados, e com o fim de minhas férias forçadas de quase três meses, lá vai um breve resumo de como o Interfatec mudou minha vida:

Quatro dias que Amy Winehouse nenhuma poderia colocar defeito, e praticamente tudo o que fosse possível fazer de errado com R$ 35 foi feito. Quem viu as fotos do Interfatec deve ter uma pequena noção do que acontece (e morre) por lá.

Pude conhecer novas pessoas, e conhecer de novas formas velhos conhecidos, e até mesmo reparar que certas pessoas não aparentam, mas se preocupam muito contigo, apenas não o demonstram mais freqüentemente por falta de espaço para fazê-lo. E, de fato, após simplesmente "não estar" durante boa parte do primeiro dia do Interfatec, pude finalmente me encarar e ver quanto certas situações me prejudicavam sem trazer benefício algum.

Curiosamente, ao tomar conta de uma recém-conhecida que tomou umas a mais e passou mal (o que não era lá muito raro para a mesma, segundo me foi dito), constatei o quão verdadeira é a frase "o alcoolismo é um problema de todos nós". Ficar deprimido, não importa por que motivo ou período, pode ser realmente chato, mas tornar isso a ponta de uma espiral pode ser muito perigoso, especialmente porque o final não costuma ser feliz.

No fim das contas, embora possa parecer apenas um pretexto para sumir e encher a cara com conhecidos e desconhecidos, o Interfatec me ensinou que ainda há pessoas que se preocupam com você, e que vão a determinados locais ou fazem determinadas coisas para tentar te agradar, estar junto de ti por alguns momentos. Deve ser por isso que a única música que eu consigo tocar (no violão) e cantar ao mesmo tempo (embora faça ambas as funções de forma precária) é da Cat Power. Afinal, quando você muda a sua vida, acaba influenciando a outros mesmo sem perceber.

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Bilhete de despedida

Este será o último post de minha vida como a conheço. A barba da foto acima, que chegou a ser carinhosamente comparada com a de um náufrago, já se foi, por questões contratuais, e provavelmente para todo o sempre. Não fosse o reflexo de pular de uma moto em movimento no meio de uma avenida, sabe-se lá o que mais teria ido para o beleléu, graças à absoluta falta de inteligência do Casão, que simplesmente se sentiu no direito de fazer um 180° para trocar de faixa sem olhar para trás apenas porque deu seta para a esquerda. O carro branco parou assustadoramente próximo de onde deveria estar minha perna esquerda, e não tenho certeza alguma de que a mesma caberia naquele espaço.

De qualquer forma, hoje vou ao Interfatec, que realizar-se-á em Indaiatuba entre os dias 15 e 18. Pode parecer besta, mas viagens sempre possuem significados bem mais amplos do que simplesmente pneus e asfalto.

Preciso ficar sozinho por uns tempos, razão pela qual irei para um local repleto de gente. Da mesma forma, vou tratar meus problemas com o alcoolismo nas três baladas open bar do Interfatec, fora as demais oportunidades que sempre surgem.

Ganhei um par de alto-falantes, mas será que ainda terei um lar aonde possa colocá-los para funcionar? Será que algum dia tive? E por que as pessoas trabalham tanto para erguer suas casas, com suas intermináveis muralhas que as separarão do mundo exterior, apenas para depois procurarem desesperadamente por oportunidades de encontrar um outro alguém?

Vou para a celebração da vida, mas não me importo se não puder voltar. Aliás, será que realmente já estive vivo? Não sei...

Como disse Morissey no final de seu épico show na cidade de Manchester em 2004, "whatever happens, please don't forget me".
BGM: The Smiths - There is a Light That Never Goes Out

sábado, 10 de novembro de 2007

Santa ingenuidade, Batman!

Quando a coluna "De Prima" adiantou, na edição de 2/11 do LANCE!, que, durante a cerimônia de nomeação do Brasil como sede da Copa do Mundo-2014, ocorrida na sede da FIFA, em Zurique (Suíça), o governador Aécio Neves (MG) não apenas tentaria impedir que a CPMI do Futebol investigasse as condutas da CBF, mas que partiria disposto a inviabilizar a própria CPMI, desconfiei que talvez a influência de Ricardo Teixeira não chegasse a tanto, "afinal, é apenas futebol". Como fui tolo...

Como mais ou menos era de se imaginar, uma série de parlamentares retiraram seu nome das assinaturas que seriam necessárias para a criação da CPMI, que acabou engavetada. Até aí, nada de muito surpreendente, afinal, de político não se pode esperar muita coisa boa. Mas o que me surpreendeu foi que, posteriormente descobri que, embora possa parecer apenas um fanfarrão de interesses dúbios, Ricardo Teixeira é, na realidade, um gênio da filosofia e lógica formal, pois utilizou de forma magistral o princípio de que não se pode negar uma afirmação com premissas aparentemente absurdas, se o resultado for aceitável.
  • Premissa 1: Se não investigarem as ligações suspeitas do Corinthians (que seria o ponto inicial da CPMI), não vão encontrar mais maracutaias entrelaçadas;
  • Premissa 2: Mesmo se houver investigações deste nível, a FIFA garantiu que a realização da Copa do Mundo-2014 no Brasil não será afetada;
  • Portanto: Se todos fizerem vistas grossas, a Copa-2014 será realizada no Brasil.

Diante de tal cenário, é difícil deixar de concordar com a opinião do Financial Times, que afirmou semana passada que a organização da Copa no Brasil seria "um caos", e com o jornalista Flávio Prado, que previu que o montante a ser desviado ilicitamente durante a organização da Copa do Mundo fará Brasília parecer café pequeno. E olha que nunca houve faraó brasileiro...

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Já não se fazem lendas urbanas como antigamente ¬¬'


Quando eu achava que um saleiro mutante saído diretamente do Hellraiser era tudo o que poderia haver em termos de tosquices tenebrosas de baixo orçamento, eis que um fafu surge com a mais nova lenda urbana do pedaço:
Luke e V(t amo) diz:
puta q pariu!! acabei de matar uma barata espacial...
Fernando diz:
Como isso?
Luke e V(t amo) diz:
sei lá
Luke e V(t amo) diz:
ela era enorme e doida, pq a luz do meu quarto tava acesa e ela passou do lado do meu pé... dei uma paulada e ela ficou 2 min quieta... daki a pouco ela começou a correr só com as patas dianteiras
Luke e V(t amo) diz:
pq as traseiras eu quebrei
Luke e V(t amo) diz:
aí eu dei outra paulada e msm assim ela estava se contorcendo
Luke e V(t amo) diz:
sem falar q ela explodiu na 1ª paulada
Bom, antes isso do que o ocorrido no Interfatec 2, de Avaré, em que o fafu Betinho tomou um porre de Sagatiba e, mais louco que o Batman, passou a anunciar a morte de todos os demais malucos presentes...

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Uma viagem ao passado (parte 2)

Voltando ao presente, minha curta estadia em Santa Rita do Passa Quatro, embora tenha durado menos de 24 horas, serviu para ativar lembranças de diversas épocas, algumas das quais já praticamente haviam desaparecido de minha mente.

Ao ligar a televisão em um noticiário local (Jornal da Clube), além de notícias que certamente mudarão os rumos da humanidade, tais como um atropelamento na Anhanguera ou a previsão de ventos de 17 km/h na cidade de Pirassununga no decorrer do dia seguinte, uma matéria divertidíssima marcou esta viagem.

Na cidade de Ribeirão Preto, um garoto de 10 anos chamado Fernando se tornou notório em sua vizinhança por praticar dois esportes: futebol (no qual o jovem não passa de um zagueiro perna-de-pau) e, pasmem, ballet. Entre depoimentos de sinceridade duvidosa e colegas de time, o técnico da equipe e praticamente qualquer um que arrumaram para fazer as entrevistas, por fim, o repórter faz uma pergunta sensacionalista para encerrar a matéria:

- Você não se sente envergonhado por ser o único garoto da turma?

Com a maior naturalidade do mundo, o jovem Fernando simplesmente responde a pergunta, com o ar de inocência que é peculiar aos que têm esta idade:

- Não, porque eu faço o que gosto.

Aquela declaração do garoto me levou posteriormente a uma reflexão: quanto tempo gastamos com coisas que não são importantes apenas para realizarmos uma auto-imagem que, no fim das contas, não serve para absolutamente nada, é uma casca vazia, sem conteúdo. É praticamente como se o repórter gritasse em palavras surdas "sejam fracassados como eu sou!".

No dia seguinte, além de ver praças, vendedores de laranjas e plantas até onde a vista alcançava, resolvi fazer um programa mais alternativo: ao invés de visitar a Três Quedas, famosa cachoeira da cidade, portanto programa mainstream, preferi fazer uma caminhada de alguns quilômetros pela estrada Zequinha de Abreu, ao mesmo tempo maravilhosa e extremamente perigosa, pois, se por um lado é a estrada mais bela que já vi em minha vida, com toda a exuberância da vegetação correndo junto aos carros, por outro lado é como se os motoristas dirigissem em meio a uma trilha dentro da mata fechada, razão pela qual também há uma quantidade perturbadora de cruzes, altares e afins por sua extensão (a bem da verdade, a Zequinha de Abreu de hoje mal é sombra da estrada de outrora, pois, em nome da vida, devastaram boa parte da vegetação original, mas ainda é possível ver árvores muito antigas no trajeto, em especial no oitavo quilômetro, praticamente intocado).

Em uma caminhada absolutamente sem rumo foi possível reavaliar alguns conceitos, expurgar alguns fantasmas do passado e contemplar a dualidade de certos momentos da vida. Afinal, estou quase lá, mas ainda sinto muita falta de meus tempos de peregrino, quando a única coisa que importava era coisa alguma. De fato, ultimamente ando muito preocupado com coisas aparentemente irrelevantes, e não sei o que isto significa exatamente, mas, por outro lado, quanto mais me solto das amarras que me prendem a este mundo, mais aprendo sobre o funcionamento do mesmo. Ou algo assim, claro...

A quem interessar, segue o link com a galeria de fotos desta viagem para Santa Rita do Passa Quatro: http://picasaweb.google.com.br/fafucemu/SantaRitaDoPassaQuatro02 (a qualidade das fotos é ruim porque as mesmas foram tiradas com câmera de celular)

domingo, 4 de novembro de 2007

Uma viagem ao passado (parte 1)


"Mais quente e úmido, com cheiro de mato."

Não há como não reparar no ar de Santa Rita do Passa Quatro logo ao desembarcar na rodoviária. Deve ser alguma espécie de implicância minha, não sei, mas aparentemente não há um único dia em que a temperatura na cidade esteja abaixo dos 30°C.

Aliás, falando em temperatura, o tempo em Santa Rita parece correr de maneira diferente. Os elevadores ainda não chegaram a estas terras, pois, se chegassem, teriam de encarar o desemprego estrutural (assim como boa parte da população), visto que as construções mais altas da cidade são sobrados.

Os dias começam mais tarde e terminam mais cedo, especialmente em época de feriados, situação simetricamente oposta ao cotidiano das grandes cidades em feriados, quando o expediente muitas vezes é extendido, para não perder a clientela. Comércio apenas até o meio-dia e olhe lá...

Nesta cidade, aonde quer que se vá, sempre haverá um par de olhos que se espreguiça calçada afora a vigiar seus passos com um misto de curiosidade e indiferença, como a dizer "pressa para quê?".

Apesar do ar nostálgico que carrega, Santa Rita do Passa Quatro também acompanha a passagem do tempo. Não apenas, ao contrário de minha infância, as pessoas começam a morrer, como (quem diria!) já até ocorrem prisões de traficantes, que, naturalmente, se transformam instantaneamente em manchetes dos jornais locais. Em compensação, ninguém neste feriado de Finados foi capaz de trazer de volta a Santa Ritense, equipe de futebol que por seguidas vezes foi impedida de lutar pelo acesso nas divisões inferiores do Campeonato Paulista por causa da lotação minúscula de seu estádio - 5.000 torcedores - que não pode ser ampliado por razões estruturais (leia-se "o terreno ao lado não está disponível").

Vale lembrar que a Santa Ritense, apelidada carinhosamente de Vermelhinha por seus torcedores (que dificilmente faziam as bilheterias chegarem ao terceiro dígito), já abrigou craques do naipe de Bermuda, Jomar, Lê Usina, Massaro e até mesmo o haitiano Kowsky, lateral-direito/volante que veio ao Brasil como turista para se refugiar da desordem que tomava conta de seu país, e não obteve um visto de trabalho por causa da maravilhosa burocracia tupiniquim. Não sabem o que perderam...

No dia em que for contar histórias para meus netos (embora nem ao menos pretenda ser pai), certamente comentarei o treino que vi de Kowsky Sainvil, que não devia nada a nenhum Joílson (Botafogo) da vida, enquanto estiver com minha camisa 7 do uniforme reserva da Santa Ritense. E apenas por ser uma relíquia que não posso ser considerado herege, pois durante um mês fui zagueiro do outro time da cidade, o Cinelândia, que sempre se manteve fiel ao amadorismo, e era treinado pelo Seo Várti, pedreiro nas horas vagas, já que em meu imaginário o mesmo sempre será técnico de futebol, que me fez chegar ao Interfatec 3 como titular do meio-campo da Fatec São Bernardo, que, esta sim, mantenho guardada comigo uma camisa como recordação. Embora tenha jogado com a 2, atuava como volante (ou trinco, como dizem os tugas), mais pela esquerda, por ser igualmente (in)eficiente com ambas as pernas.

Voltando ao presente, jamais poderia deixar de escrever sobre uma das lembranças nostálgicas desta viagem: um louco (no sentido real da palavra) que, lá pelas tantas, brotou em um dos bancos do ônibus. Falava sozinho o tempo todo e trocava constantemente de cadeira, o que causava um tilintar constante de seus vários adornos. Visualmente, o tiozinho, um senhor de meia-idade, era um show: jaqueta de couro rasgada e possivelmente alguns números menor do que ele mesmo, um headphone todo remendado com fita isolante, latas e mais latas amassadas e amarradas como se fossem colares e até mesmo uma cabeça de boneca davam o ar da graça, fora um pedaço de metal que parecia ser uma tampa de panela ou algo assim que protegia (?) suas costas.

Entre comentários com seus amigos imaginários e resmungos sobre o volume do som que só ele ouvia, um comentário valeu por toda a viagem: "Chegando em Santa Rita vou é detonar na cachaça!"

Problemas, para quê? Esqueça as contas, o perfume da esposa, as roupas dos filhos, descarregue a carcaça e caia na carne com cachaça. Por isso que os mais loucos nos remetem à infância: trazem lembranças de tempos em que a maior preocupação de nossas vidas era a chegada da hora do recreio que jamais vinha...

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Do fundo do baú digital

Estava eu a vasculhar um disco de backup, e encontrei algumas coisas muito legais de um passado não tão distante assim. Além de uma série de fotos, a maioria já devidamente hospedadas na galeria do Picasa que leva o nome deste blog, encontrei as matérias que escrevi para o Craque do Futuro, um programa de estágio do diário LANCE! (sim, sou um fanfarrão e, apesar de fazer faculdade de informática, me inscrevi em um programa de estágio jornalístico, só para gastar os dedos escrevendo sobre futebol).

Assim sendo, irei compartilhar com todos a minha matéria favorita, que escrevi sobre um fato ocorrido antes da partida entre Santo André e São Bento, ocorrida no início de 2006.

Ambulantes não podem atuar perto do Bruno José Daniel

Venda a distância de duas quadras do estádio faz com que lucro de Antonio Marchetti despenque

Há 14 anos, o ambulante Antonio Marchetti vende lanches e bebidas nas imediações de estádios de futebol. Porém, neste ano, ele tem sido impedido de trabalhar nas imediações do Estádio Bruno José Daniel, em Santo André, e tem de ofertar seus produtos a dois quarteirões do estádio. Tamanha distância fez com que suas vendas sofressem uma queda vertiginosa, para não dizer desesperadora.

Em outros tempos, Antonio conseguia faturar R$ 300 em dias de confrontos do Santo André contra times grandes, mas, atuando longe do estádio, faturou pouco mais de R$ 70 na partida entre Santo André e São Paulo, ocorrida no último dia 18 (vitória do Santo André por 1 a 0). Se este é o faturamento de um jogo contra um time grande, as expectativas de Antonio Marchetti, que conta com o auxílio de seu filho Fernando, não são nada animadoras.

Inconformado com sua situação, Antonio decidiu expressar seu sofrimento, e espera um dia poder voltar a trabalhar nas imediações dos estádios:

- Eu fico chateado porque a gente é pai de família, a gente precisa trabalhar porque emprego a turma não dá para a gente mesmo. Vou fazer 49 anos, estou desempregado, preciso trabalhar, tenho família, preciso pagar minhas dívidas também e a gente vive disso aqui. Já há 14 anos trabalho com barraca, em muitos lugares a gente roda. Agora, quem mora aqui perto e quer trabalhar aqui no Bruno José Daniel não tem condições porque não deixam a gente trabalhar nem na frente do estádio.

Apesar da situação, e talvez até mesmo por conta dela, Antonio mostra seu caráter e se recusa a abandonar seu ofício para se dedicar a outras atividades menos honrosas ao mesmo tempo em que faz um apelo:

- Nós somos pais de família, a gente precisa trabalhar, pô! A gente vai roubar? Quem somos nós? Eu, graças a Deus, sou evangélico, e pretendo trabalhar muito na minha vida, na honestidade. Então eu estou pedindo para pelo menos na frente do estádio a gente trabalhar, porque todo mundo aqui é pai de família, mãe de família, precisa trabalhar. A gente necessita muito do emprego.

Sofrendo na própria carne as quedas nas vendas, ele faz um apelo:

- A gente fica chateado porque a gente vem, compra a mercadoria, chega aí, o tal do (major) Marinho não deixa a gente trabalhar. Pô, ele é aposentado, já tem o serviço dele. Deixa a gente trabalhar!

Em tom de despedida, Antonio revela seu mais íntimo desejo:

- Nós não somos marginais, não somos nada. A gente quer trabalhar...

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Quando as flores envelhecem



Nada neste mundo é permanente. Dado certo tempo, locais, seres, e até relacionamentos se desgastam e, por fim, apodrecem. Mesmo as flores, quando é chegada a hora, não permanecem como sementes, simplesmente morrem, mas talvez seja a sua decomposição que as torne tão belas enquanto envelhecem e amadurecem.

A hora de plantar novas flores no jardim se aproxima, mas quantas flores mais se perderão durante o desenrolar desta história? Quantas flores serão ceifadas prematuramente para que se mantenha a lembrança das mesmas pela eternidade? Não sei, apenas posso prometer depositá-las sobre o solo fértil do jardim, para que venham a adubar as flores do amanhã, pois, no fim das contas, somos todos autodestrutivos e necrófagos.

(Flores de plástico não morrem, pois jamais estiveram vivas)
BGM: The Cure - Where the Birds Always Sing

terça-feira, 23 de outubro de 2007

The Hanging Garden

Quem diabos é o louco que pendura uma garrafa vazia e invertida ao lado de uma árvore? Não se sabe, mas o mais incrível é que isto não acontece com apenas esta árvore na ETE Lauro Gomes (entrada da Fatec São Bernardo). Deve ser alguma espécie de arte expressionista ou talvez uma homenagem aos jardins suspensos: o jardim das garrafas enforcadas...

domingo, 21 de outubro de 2007

A essência do blog


II ESPMusic: organizado por alunos da ESPM, realizado no Nacional (um dos fundadores da Federação Paulista de Futebol), com open bar e uma concentração incrível de mulheres por metro quadrado. Não suficiente, ao avisar que demoraria alguns minutos (quase 1h30) para abrir os portões, um dos tiozinhos da organização ainda fez questão de distribuir cervejas geladas para todos, como uma forma de compensar ao público. Detalhe: Antes mesmo da venda de ingressos, de forma que qualquer ruela podia passar lá e levar uma breja para casa.

Apesar de tudo, o melhor da noite foi o show do Móveis Coloniais de Acaju. Músicas originais, leves (mas profundas) e uma grande performance ao vivo!

Fiquei R$ 40 mais pobre e um litro de Orloff mais gordo, mas valeu a pena =)

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Notas de rodapé em uma página vazia



Beavis & Butt-Head. Certamente um dos ícones de toda uma geração doped off, seja pelas drogas, pela falta de oportunidades ou simplesmente pela constante exposição ao Domingão do Faustão nas tardes dominicais. Não dá para definir como algo menor do que "genial" as visões de mundo que se expressam em seus comentários durante as exibições de trechos de clipes, como bem exemplifica o episódio acima (No Service, da sexta temporada do seriado):

  1. Half Man Half Mole (Chris Knox): "Dammit, Beavis! You'll never gonna out be... be smarter than me. So don't even try, just shut up!"

  2. Scatman (Scatman John): "There already is a name for this kind of music, Beavis: it's called crap!"

  3. Malibu (Chick): "Check it out, Butt-Head! A whore!"

Talvez por misturar altas doses de ironia, desilusão e sinceridade em um mundo mais ingênuo, sem temores de hecatombe nuclear ou ataques terroristas, que séries como Beavis & Butt-Head, Garoto Enxaqueca e Liquid Television, apenas para citar algumas, se tornaram cult e até hoje permeiam o imaginário de muitos, principalmente por acreditarem em si próprias e não apenas tentar vender imagens ou produtos. E, atualmente, a própria MTV, emissora que veiculou os referidos desenhos, demonstra uma incrível falta de fé em sua própria essência, principalmente (mas não apenas) por relegar a música, um produto menos atrativo, que possibilita menos intervalos comerciais e demais caça-níqueis, a horários menos atrativos, quando o fim subverte o meio e se torna origem.

Contudo, que fim levaram os Beavis e Butt-Heads da vida real? Aquele jovem risonho, que não queria nada da vida em 1994, ano em que foi lançado o single Scatman (Bi-Ba-Bop-Ba-Dop-Bop), classificado muitas vezes como "música de elevador" pelo mesmo, ronda os trinta anos em 2007, e talvez tenha enriquecido ou more escondido no porão da casa dos pais por ser a vergonha da família, não se sabe ao certo. Há apenas uma certeza: em meio a uma existência vazia em um mundo sem sentido, Beavis & Butt-Head sempre merecerá uma citação honrosa, um símbolo de tempos irrelevantes, e exatamente por isso inestimáveis.

domingo, 7 de outubro de 2007

Waiting for the Sirens' Call

Que alma insana liga para outra pessoa 5:30 da manhã do meio da balada, apenas porque estava tocando New Order e essa pessoa gostaria de compartilhar a experiência contigo?

Não suficiente, quem ainda tornaria a ligar dois minutos depois da primeira ligação, que não foi atendida, apenas para tentar mais uma vez trazer alegria a outra pessoa?

Definitivamente, devo me sentir um abençoado por ter ao meu redor pessoas que gostam tanto assim de mim, assim como lamentarei não estar acordado a essa hora para atender ao chamado...

Já que o New Order foi a causa deste post, nada mais justo do que uma homenagem: uma versão instrumental de Bizarre Love Triangle, executada por um maluco de Nantes que toca de ouvido.

PS: Foi ligação a cobrar? Foi, mas não diminui em nada o mérito (pelo contrário). Foram as primeiras ligações recebidas desta pessoa no dia? Não foram, mas isso é assunto para outro post, se muito =P

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Já comeu um palhacito hoje?


"Palhacitos? Os como com farinha e pimenta no café-da-manhã. Todos os dias."
De todas as bizarrices que o mundo pode oferecer em plena segunda-feira de outubro, uma das poucas que eu não esperava era encontrar um palhaço, devidamente trajado, abastecendo seu Fiesta às 22h40 no posto de gasolina da esquina de casa.
Como é de se esperar, não perdi a oportunidade e pedi para tirar uma foto com aquele estranho, de cara meio amassada, que, sem fazer esforço algum, alegrou a noite de uma pessoa. Como me foi dito depois, "há cenas que dinheiro nenhum neste mundo paga".
Mas, afinal, por que a figura do palhaço desperta tanta simpatia por parte dos adultos, e por que tantas crianças acham o palhaço uma imagem assustadora? Curiosamente, encontrei uma possível explicação no prefácio escrito por Garry Trudeau na obra "Calvin e Haroldo : e foi assim que tudo começou", de Bill Watterson:
Existem poucas fontes de humor mais confiáveis e perenes que a mente de uma criança. A maioria dos cartunistas, seres infantilizados que são, sabe bem disso. Mas, quando se dispõem a captar o espírito tumultuoso dos pequenos, eles quase sempre trapaceiam. Sem pudor, criam não crianças reconhecíveis, mas adultos em miniatura, irritantes e piadistas. Pode-se atribuir isso a indolência ou falha de memória, mas a maioria das pessoas que escrevem diálogos cômicos para crianças dá mostra de uma surpreendente falta de sensibilidade - ou de fé - em relação ao material que as inspira, isto é, a infância, em toda a sua livre e encantadora exuberância.
Talvez isso explique também a melancolia inerente ao palhaço, capaz de alegrar o dia de outras pessoas, mas geralmente frágil e vacilante ao tratar de seus próprios fantasmas, algo inadmissível para uma criança, que logo trata de identificar aquele sujeito em roupas engraçadas e com um falso sorriso desenhado em sua face não como um dos seus, mas sim como uma alma atormentada tentando recuperar o irrecuperável.
Pensando bem, talvez isso explique o porquê de eu ter feito uma careta na foto com o palhaço. Ou não, talvez seja a mesma cara de sempre, mas isso eu descubro outro dia. Neste momento, tenho de colocar um sanduíche de atum como isca na minha armadilha para tigres. Como se sabe, tigres fazem qualquer coisa por um sanduíche de atum...

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Who wants to be a millionaire?


Estava a acompanhar uma promoção in-game do Popomundo, na qual as candidatas deveriam publicar fotos reais para que, após uma sessão básica de Photoshop, suas cabeças fossem recortadas e coladas no corpo de uma moça que segura um cartaz escrito "COME EU PEDRÃO" (o criador da promoção possui um personagem chamado Pedro Ribeiro no Popomundo). Lá pelas tantas, surge uma interessada, que diz que, por aquela grana (US$ 200 mil. In-game, obviamente), se candidatava, enquanto que, na postagem seguinte, um outro jogador comentava "Povo tá querendo grana mesmo".

Nessas horas, parei e pensei cá com meus botões: O que eu faria com R$ 200 mil? E com R$ 1 milhão? R$ 10 milhões?

Enquanto alguns matariam e morreriam por uns trocados (mesmo os que não estão na penúria total, pois somente quem nada tem possui o direito de ser mesquinho), como, por exemplo, as pobres almas que se juntam de arrastão na Praça da Sé, sempre com seus cartazes de "compro ouro", minha resposta à pergunta foi surpreendente: "Não faria nada. Não tenho planos futuros."
Como é de se imaginar, veio uma sensação de vazio sem tamanho, mas, felizmente, isso passa. Sempre passa. Ao menos foi o que me disseram =)

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Impotência

Essa é uma sensação única, e só quem jah sentiu sabe como funciona. É aquela sensação de se fudeu, "acusar o golpe" como meu melhor amigo diria tão bem.
Impotência, é sentir o cano gelado do revolver na sua nuca.
Impotência, é ver o suor do seu trabalho ir embora, com mais 12 prestações para pagar.
Impotência, é ligar pra policia e eles dizerem que " se tiver alguma novidade, a gente liga tá?"
Impotência é discar o primeiro numero da lista, o de seu melhor amigo, e ele não estar para papo.
Impotência é ter que disputar a atenção da pessoa que você ama nesse momento, com um bandido com uma bala no corpo.
impotência, é estar digitando este texto e estar aguardando a 30 minutos para poder avisar sua operadora de cartão de crédito que você foi roubado, sem ser atendido.
impotência, é viver nesse pais de merda......

deixa pra lá, amanhã eu vou acordar´pra ser zoado por todos mesmo, de que interessa o que eu penso.

Só um clique, por favor. É para a minha árvore...


"Clica, por favor. Coloca uma folhinha na minha árvore..."
A tecnologia deveria vir para facilitar as tarefas do homem, de forma a lhe proporcionar mais tempo livre para suas atividades pessoais. Somente esqueceram de dizer que, junto com a automação de atividades, viria uma irrefreável despersonalização.
Ao mesmo tempo em que uma pessoa chega ao cúmulo de dizer que, em dado momento, é apenas a matrícula 12345-6 da faculdade tentando lograr êxito em sua aprovação, há também um lado irônico, e por vezes cruel, em todo este vazio digital.
Com o intuito de ajudar o planeta, a mesma pessoa que todos os dias esquece de lhe desejar "bom dia" vem, com a maior cara lavada do mundo, lhe pedir um clique para um site maluco que conta acessos para plantar árvores. Sem que você tenha de comprar a muda, cavar terra, nada. Ou seja: sua existência, por vezes, se resume a um simples clique. Uma cruel metáfora do pós-modernismo e de nossa sociedade, erigida sob os pilares do "efêmero" e do "descartável".

domingo, 23 de setembro de 2007

Aee Brasiiil


Por isso que esse mundo anda cada vez mais cem çintido...

sábado, 22 de setembro de 2007

Da série "megahits que ninguém nunca ouviu falar"


Todo o sentimentalismo humano resumido em uma única frase. Precisa dizer mais?

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Little Albert from hell


Fafu era um jovem mapinguari (um macaco gigante de um olho só que devora pessoas), e foi escolhido para este experimento por ser um mapinguari que dificilmente demonstrava alguma emoção ou apego a algo.
Fafu gostava de sair e se socializar com outros mapinguaris, e se sentia feliz assim. Contudo, sempre que os mapinguaris estavam juntos, tinham o costume de consumir doses titânicas de álcool. Logo, o jovem Fafu passou a associar o hábito de beber aos fugazes momentos de alegria de sua vida.
Sem a necessidade de seus amigos para se sentir feliz, Fafu passou a ter seu vício como único companheiro, amigo e confidente, a ponto de se distanciar dos mesmos amigos de outrora, por não mais associá-los a sensações positivas.
Contudo, ao contrário de seu amigo Albert, Fafu tem diante de si a oportunidade de reverter o processo, e um dilema: botão vermelho, azul, ou the rock bottom?
BGM: The Cure - Lost

domingo, 16 de setembro de 2007

Mente inativa é a oficina do capeta...

Porque só assim para explicar Blue Monday com uma certa participação especial. Com certeza Ian Curtis deve estar rindo na tumba de tamanha desvirtuação =)

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

No final das contas, é você contra você


Se a planta conseguiu se fazer sozinha e crescer em meio à linha do trem, por que você não pode sair de seu mundinho e lutar para transformar seus desejos em realidade, ao invés de lamentar as chances desperdiçadas e as oportunidades jamais criadas?
Pense nisso, porque enquanto houver vida, há tempo, e o futuro começa agora. Ou, melhor dizendo, já começou...

domingo, 9 de setembro de 2007

Porque a sorte é uma metralhadora giratória...

Pequeno resumo das conseqüências da sorte chinesa recebida no último dia 30 (quinta-feira), ocorridas pelo menos quatro dias depois (quando tudo, de alguma forma, dava merda para quem não enviasse as cópias), ou seja, na segunda-feira:
  • Fui avisado no fim da tarde que havia sido aprovado em concurso do Banco do Brasil, o que me fez pedir exoneração na Câmara.
  • Vi o Casão demolir os créditos do meu celular para tentar não ser demitido MAIS UMA VEZ no Popomundo (sim, ele ficou de bate-papo inútil com o telefone dos outros);
  • Paguei, sozinho, R$ 56 nos Espetinhos Ferrari (embora R$ 15 tenham sido investidos em uma jurupinga =P);
  • Casão ficou alcoolizado ao ponto de ter xilique e descer do carro do Bussunda correndo, mas não sem antes deixar cair o crachá e alguns comprovantes de pagamento;
  • Ri horrores às custas do porre dos outros, o que certamente me condenará ao inferno, ou, a pelo menos dia desses visitar uma casa que faz costela de graça para quem enche a lata. É só falar que o "Piu do Baeta" indicou...

No fim das contas, está mais do que óbvio que tudo isso é culpa de Carlos Tadeu Lopes. De quem mais poderia ser, afinal? Sorte chinesa who???

terça-feira, 4 de setembro de 2007

A sorte chinesa

Na última quinta-feira, recebi, na caixa do correio de casa, um misterioso calhamaço de papéis que continham uma misteriosa aura vazia e uma mensagem mais tenebrosa ainda. Para que o caro leitor saiba exatamente do que estou falando, irei transcrever a mensagem em sua íntegra (com todos os erros inclusos, para manter a originalidade):



SOMENTE PARA AQUELES QUE ACREDITAM NA SORTE


Quando alguém lembra de nós e nos deseja sorte, isto por sis só já é bom, não é mesmo?. E se além disso formos contemplados com a sorte chinesa da mensagem, melhor ainda.


DESEJARAM-ME SORTE E EU DESEJO A VOCÊ TAMBÉM!


SORTE CHINESA


A pessoa que me mandou esta mensagem é super séria, famosa, muito bem sucedida, profissional e financeiramente.


Foi no meio de um papo, há alguns dias... Quando relatei alguns problemas que venho enfrentando, que a mesma pessoa disse que me enviaria esta mensagem, tão logo retornasse de uma viagem. E fez isso hoje.


A pessoa garante que a mensagem é milagrosa. Como é de graça, achei que valeria tentar.


Um abraço


DINHEIR0

Ele pode comprar uma casa, mas não um lar.
Ele pode comprar uma cama, mas não o sono.
Ele pode comprar um relógio, mas não o tempo.
Ele pode comprar um livro, mas não o conhecimento.
Ele pode comprar um título, mas não o respeito.
Ele pode comprar um médico, mas não a saúde.
Ele pode comprar um sangue, mas não a vida.
Ele pode comprar o sexo, mas não o amor.

ENSINAMENTO CHINÊS

Um ensinamento chinês deve trazer sorte.
O original é mantido na Holanda.
Este ensinamento já deu 8 voltas ao redor da Terra.
Agora, ele trará sorte para você. Após o recebimento desta mensagem, você terá sorte. Isto não é brincadeira. A sorte virá até você, por telefone, pelo correio ou pela internet. Envie cópia desta mensagem às pessoas que precisarem de sorte. Não envie dinheiro, pois a sorte não se compra. Nãio guarde esta mensagem, por mais de 96 horas, pois dentro deste prazo ela deve ser enviada.

Três exemplos do que aconteceu:

  1. Hans Dieter recebeu a 1a. mensagem em 1953. Ele pediu à sua secretária para que fizesse 20 cópias. 9 dias depois, ele ganhou 9 milhões de marcos na loteria de seu país.
  2. Adalberto, um trabalhador, recebeu a mensagem e a esqueceu. Dias mais tarde, ele perdeu o emprego. Em seguida, ele a enviou continuando e, de repente, sem que ninguém pudesse compreender, fez fortuna.
  3. Em 1967, Bruno recebeu. Deu risada e jogou fora. Alguns dias mais tarde, seu filho nasceu doente. Ele procurou a mensagem, copiou 20 dias e fez a distribuição. 9 dias mais tarde, ele recebeu uma boa notícia: seu filho estava salvo e tinha recuperado a saúde.

Não se esqueça, não mande dinheiro e não assine. Envie, simplesmente, 20 Cópias e espere para ver o que vai acontecer no 9o.dia.

Eu estou enviando para você, pois a mensagem deve dar a volta ao mundo.
Envie 20 cópias aos seus conhecidos, seus amigos e à sua família. Alguns dias mais tarde, você receberá boas notícias ou terá uma excelente surpresa.

Isto é verdade mesmo. Esta mensagem é enviada a título alguém que lhe quer bem, a sorte realmente acaba de ser enviada para você. Você terá BOA SORTE, podendo acontecer em até menos de 4 (quatro) dias, a contar do dia do recebimento.

É a sua vez agora de encaminhá-la.

Não envie dinheiro, mas apenas cópias às pessoas que precisarem de sorte.

Não envie dinheiro, pois a fé não tem preço.

Não guarde esta mensagem. Ela deve sair de suas mãos dentro de 96 horas.
Por gentileza, envie as cópias e verá o que vai acontecer.

NÃO ESQUEÇA:

NÃO ENVIE DINHEIRO
NÃO IGNORE ESTA MENSAGEM
ELA FUNCIONA REALMENTE

Comentários a respeito do teor da sorte chinesa no próximo post.

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Lei de Gerson


Em qualquer lugar sério, escrever "FAFU" com a mão trocada em uma fatura de cartão de crédito resultaria em cadeia, virar Tereza na mão dos presos e etc. No Brasil, vira post de blog e motivo de piada. Tudo graças a mais um Popoencontro SBC, ocorrido no último sábado (1), desta vez com a presença de cinco fafus: eu, Bussunda (Faster), Casão (McCants), Luke e Vê. Não suficiente, presenças ilustres deram o show da graça. Pena que citar algumas poderia resultar em demissão para as mesmas, o que seria uma heresia, pois o chefe já foi flagrado em situação mais dúbia...

domingo, 2 de setembro de 2007

Aula prática de metafísica



Em uma metáfora paralela ao "gato de Schrödinger", há uma lata de cerveja vazia, amassada por um ébrio qualquer e colocada em um cabo de guarda-sol, mas sem qualquer apoio. A tendência natural das coisas é que a lata simplesmente siga a gravidade quando for solta, mas, graças a alguma técnica obscura, provavelmente desenvolvida por pixadores, nem sempre no Brasil se respeita a lei da gravidade.
A princípio somente há dois estados possíveis para a lata, que pode estar "pendurada no cabo" ou "caída", mas há de se fazer duas constatações:
  1. A lata não pode estar pendurada e caída ao mesmo tempo;
  2. Não há como precisar o momento em que a lata cairá, já que é absurdo imaginar que a lata permaneça indefinidamente suspensa sem o apoio de alguma saliência.

Se somente podemos verificar o estado da lata ao olharmos para a mesma, e se não podemos precisar o momento em que a lata cai, que nome se dá para o momento em que, por uma razão qualquer, não podemos olhar para a lata (como, por exemlpo, se a lata passa a noite pendurada no guarda-sol e os espectadores vão dormir)? "Animação suspensa" é a resposta.

Aplicação prática

Não adianta tentar vivenciar hoje o amanhã (o que não significa que não se deva planejar o futuro, apenas se deve viver o momento). Tá com dúvida? Se banque, dê as caras e pague para ver!

sábado, 1 de setembro de 2007

A educação abre muitas portas...


Mas, aparentemente, o ser humano tem se especializado ao longo das eras em ser um grande filho da puta e fazer troça das chances que surgem.
Afinal, enquanto muitos dariam a alma para ascender ao ensino "superior" (que é responsável pela criação de algumas das piores pessoas que já pisaram nestas terras), Casão, como todo bom fafu, dorme profundamente e quer mais que o mundo se foda...

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

A gaiola das loucas


Ainda sobre o Popoencontro SBC do último sábado (25)...
Após deixar o Baetão, partimos em nossa peregrinação rumo à sobriedade contida na última gota de álcool. Havia um vendedor com latas na frente do estádio, mas pergunta se alguém lembrou de levar dinheiro...
A solução foi uma chopperia. Como é de se imaginar, eu era o único fafu com cartão ¬¬"
Entre a chopperia e o posto de gasolina mais próximo da Fatec São Bernardo (não que alguém tenha veículo, apenas lá a cerveja custa R$ 1,09), apesar da curta distância, pode-se dizer que muita água rolou...
Após ser avisado sobre um mural escrito em um português sofrível, Casão prepara sua máquina para fotografar a obra de arte, mas esquece sua própria objetiva desprotegida, e aí não teve jeito: o garoto acusou o golpe...

Já no posto, após mais algumas latas e até mesmo uns chocolates comprados na Coop (mas não sem antes a fotografia absurda do início do post, que retrata um banner largado de uma skateshop de rua próxima ao recém-inaugurado Parque de Esportes Radicais, na qual Luke, sem saber que apareceria na foto, é flagrado em uma pose altamente duvidosa), vem a bomba do dia:
Uma amiga da Vê, de 1.80 m, corpão e tudo o mais, já esteve envolvida em alguns affairs meio surreais. Animais, pode-se dizer. Quando se questionou se o namorado era muito zoado ou não dava conta do recado, tentaram compará-lo comigo (um dia ainda descubro se foi intriga da oposição). Para todos, a resposta SDD (simples, direta e detonante) veio a galope. "Perto daquele cara o Fernando é um deus".
Tá explicado porque o cavalo faturou essa XD

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Popoencontro SBC - 25/8/2007

Antes de tudo: o que diabos é um Popoencontro?
Simples assim: um encontro de jogadores do Popomundo, que, por sua vez, é um jogo online que retrata a indústria musical. Se você não entendeu absolutamente nada, fique com a definição popular: um jogo habitado por nerds, emos e gays...
Considerando-se que eu, Casão, Luke e Vê somos usuários do Popomundo, e, dos quatro, apenas a Vê não é fatecana (mas é namorada do Luke, que, por sua vez, é fatecano e quase um clone mais moreno do meia Ricardinho, que esteve na Copa do Mundo de 2006), toda vez que saímos para algum lugar, trata-se de um Popoencontro :P
A foto acima foi tirada no ponto de partida do Popoencontro SBC do último sábado (25): EC São Bernardo 0 X 0 Pão de Açúcar, em partida válida pelo Campeonato Paulista Sub-20 da Segunda Divisão. A referida partida ocorreu no Baetão, um estádio de arquibancadas assimétricas e gramado sintético, sem nenhum policiamento e, infelizmente, sem vendedores de cerveja...
Como a partida estava muito chata, partimos no intervalo e fomos procurar algo melhor para fazer. E, quem procura, acha:


No vídeo acima, Luke, que é brasileiro e não desiste (ou tem grana) nunca, mostra que tem treinado muito para ser boxeador, ou pelo menos para fazer um remake de Rocky Balboa, com direito a carregar a Vê como lastro. Só resta saber se ele sabe gritar "Adriaaaaaaan!!!!" ¬¬'

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Teoria motivacional em um cenário pós-Jeremiático


Eu realmente não via necessidade de aprender a operar decentemente meu celular, até que, na última sexta-feira (24), tirei o flagra acima de um cidadão quase caindo de bêbado com uma garrafa de Duelo na mão direita, mas, ainda assim, tentando atravessar a rua (porque "na URSS, a rua atravessava VOCÊ!!!", ou simplesmente porque o semáforo estava aberto mesmo). Resultado: aprendi, em dois tempos, a descarregar os vídeos para o PC, para então juntar vídeo e audio e fazer o upload...
Maslow deve estar se revirando no caixão depois dessa. Ele e aquela malfadada pirâmide de necessidades =^_^=

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Da série "axiomas"

Universitário é mesmo tudo durango, pode apostar. Ou todas estas moedas para comprar mais cerveja foram roubadas de alguma paróquia?
Friday Night Fights
Que o povo da Fafu (abreviação para Fundação Acadêmica dos Fatecanos Unidos, uma das siglas a serem lembradas e eternizadas por este blog) aprecia sem moderação, todos sabem. Só não perguntem até que horas o embate com as latas durou, já que todos saíram mais cedo ou ficaram até mais tarde do que deveriam =P
BGM: Cat Power - Lived in Bars

domingo, 26 de agosto de 2007

Aprendendo a morrer


Antes de enterrar o ontem, é sempre válido tentar elucidá-lo: após quase quatro anos de colaboração, decidi por encerrar minha passagem pela Trivela, website independente de futebol internacional. Desde então, a Trivela amadureceu, cresceu e se tornou grande, a ponto de lançar uma revista mensal e a ponto de seu rumo não mais coincidir com o meu.
Dia desses, recebi um CD com algumas fotos (inclusive a foto acima) do Interfatec 3, ocorrido entre 10 e 12/10/2006, e estava a lembrar que nesta época eu já havia providenciado a documentação necessária para minha admissão na Câmara de São Bernardo (para quem não sabe, sou funcionário público concursado), e apenas esperava o momento de começar a trabalhar.
Quase um ano depois, enquanto começava a planejar o que fazer com minhas primeiras férias, entre "absolutamente nada", "embarcar em um cruzeiro e sumir por uma semana" e "juntar uma grana agora para ver a Eurocopa in loco" (pendendo mais para "absolutamente nada", mas nunca se sabe o dia de amanhã), me dei conta que o tempo havia passado, e que a Trivela já não tinha mais a mesma significância de outrora. A chama havia se apagado, e o que restava era apenas uma realidade forçada, de quem já considerava um transtorno ter de escrever uma coluna ao invés de revisar seu trabalho da faculdade ou simplesmente dormir mais cedo para trabalhar com um mínimo de disposição.
Se considerarmos que a água, em seu estado natural, é corrente e flexível, ao invés de estagnada e rígida, logo é fácil deduzir que, se a Trivela já não possuía qualquer significância em minha vida, o correto a se fazer seria deixá-la ir, para que cada um siga seu rumo de maneira independente, sem arrependimentos. Agradeço a todos os leitores (mesmo aqueles que eventualmente confundiram as coisas e me mandaram e-mails pedindo encaminhamento para empregos no exterior, como se eu fosse agente de profissionais de futebol, o que jamais passou por minha mente), demais colaboradores (atuais e do passado) da Trivela e, em especial, aos bons colegas Carlos, Cassiano e Thomaz, que sempre foram muito compreensivos. Foi uma bela escola, profissional e pessoalmente, e, se tivesse a oportunidade, faria tudo novamente. Mas agora é hora de desafogar a represa e morrer para o passado. Afinal, se morremos todos os dias, nada mais aceitável do que aprender a morrer dignamente para o passado.
Assim sendo, resolvi colocar em prática uma idéia que já era ventilada informalmente com alguns colegas: criar um blog para publicar relatos de nosso cotidiano, mas com espaço para as preferências e particularidades de cada um.
Como administrador, membro mais articulado e principal postador deste blog, desde já aviso que, embora seja um espaço destinado à coletividade, não deixa de ser o meu espaço. Portanto, se algo não lhe satisfaz, exponha, para tentar alcançar um denominador comum, ou desafogue a represa você também.
A princípio, o blog terá a participação de três membros bastante distintos:
  • Faster, fã de heavy metal, Ragnarok e, apesar de seu senso crítico, constantemente é visto mostrando ao mundo sua risada de desenho animado;
  • Fernando, ser que busca a iluminação, ainda que aprecie andar na escuridão total. Lê textos de filosofia enquanto ouve Mayhem com a maior naturalidade;
  • McCants, animal sentimental, ilusionista nas horas vagas e, apesar de sua semelhança com o ex-jogador Casagrande, já foi visto "acusando o golpe" mais vezes que Reginaldo Holyfield.