domingo, 25 de novembro de 2007

Chan e o espelho do Capitão Nascimento


Após uma semana longe dos teclados, e com o fim de minhas férias forçadas de quase três meses, lá vai um breve resumo de como o Interfatec mudou minha vida:

Quatro dias que Amy Winehouse nenhuma poderia colocar defeito, e praticamente tudo o que fosse possível fazer de errado com R$ 35 foi feito. Quem viu as fotos do Interfatec deve ter uma pequena noção do que acontece (e morre) por lá.

Pude conhecer novas pessoas, e conhecer de novas formas velhos conhecidos, e até mesmo reparar que certas pessoas não aparentam, mas se preocupam muito contigo, apenas não o demonstram mais freqüentemente por falta de espaço para fazê-lo. E, de fato, após simplesmente "não estar" durante boa parte do primeiro dia do Interfatec, pude finalmente me encarar e ver quanto certas situações me prejudicavam sem trazer benefício algum.

Curiosamente, ao tomar conta de uma recém-conhecida que tomou umas a mais e passou mal (o que não era lá muito raro para a mesma, segundo me foi dito), constatei o quão verdadeira é a frase "o alcoolismo é um problema de todos nós". Ficar deprimido, não importa por que motivo ou período, pode ser realmente chato, mas tornar isso a ponta de uma espiral pode ser muito perigoso, especialmente porque o final não costuma ser feliz.

No fim das contas, embora possa parecer apenas um pretexto para sumir e encher a cara com conhecidos e desconhecidos, o Interfatec me ensinou que ainda há pessoas que se preocupam com você, e que vão a determinados locais ou fazem determinadas coisas para tentar te agradar, estar junto de ti por alguns momentos. Deve ser por isso que a única música que eu consigo tocar (no violão) e cantar ao mesmo tempo (embora faça ambas as funções de forma precária) é da Cat Power. Afinal, quando você muda a sua vida, acaba influenciando a outros mesmo sem perceber.

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